30 de out de 2009

A DIVERSIDADE NA ESCOLA

A DIVERSIDADE NA ESCOLA




Por: Vanderli Cássia Spredemann


A questão da diversidade cultural se problematiza, porque o mercado global cria a ilusão de que tudo tende a assemelhar-se e harmonizar-se. Em contrapartida, a globalização nada tem a ver com homogeneização, ela implica em um universo de diversidades, desigualdades, tensões e antagonismos, simultaneamente às articulações, associações e integrações regionais, transacionais e globais.

A relação ensino-aprendizagem é guiada, sempre, por alguma teoria, mas nem sempre tal teoria pode ser explicitada em todo o seu conjunto e detalhes pelos que participam de tal relação – o professor e o estudante, o educador e o educando – da mesma forma que poderia fazer um terceiro elemento, o observador, então munido de uma ou mais teorias a respeito das teorias educacionais.

A educação, uma vez que é a prática social da relação ensino-aprendizagem no tempo e no espaço, acaba em um ato e nunca mais se repete. Nem mesmo os mesmos participantes podem repeti-la. Nem podem gravá-la. Nem na memória nem por meio de máquinas.

Em suma, é um fenômeno intersubjetivo de comunicação que se encerra em seu desdobrar. No caso, se falamos de um encontro entre o professor e o estudante, falamos de um fenômeno educacional – que é único. Quando ocorrer outro encontro do mesmo tipo, ele nunca será o mesmo e, enfim, só superficialmente será similar ao anterior.

Em suma, a sociedade possui um ser próprio, é independente dos indivíduos no seu agir; e o indivíduo, além de estar na total dependência dela para se desenvolver, tem que se subordinar ao seu querer. Assim, o objeto da ciência do direito natural é a ordem social.

A educação baseia-se na formação do homem nas suas crenças idéias e na construção das sociedades. A educação existe no inconsciente de todo ser e nas ideologias de que a sociedade impõe.

O homem convive numa sociedade supervalorizada do conhecimento com crescente intervenção da tecnologia no dia-a-dia, não é possível pensar na formação de cidadão critico à margem do saber científicos.

O uso das ciências e a tecnologia, especialmente o uso do computador na sociedade em geral criam novas necessidades de modernização da escola e afeta a prática cotidiana do ensino.

Numa sociedade em que se convive com a super valorização do conhecimento cientifico e com a crescente intervenção da tecnologia no dia-a-dia, não é possível pensar na formação de um cidadão critico a margem do saber cientifico.

Em suma, escola o espaço de formação e informação, em que a aprendizagem de conteúdos deve necessariamente favorecer a inserção do aluno no dia das questões sociais marcantes e em um universo cultural maior. A formação escolar deve propiciar o desenvolvimento de capacidade, de modo a favorecer a compreensão e a intervenção nos fenômenos sociais e culturais nacionais e universais.

Dessa forma, foi escolhido desenvolver um projeto que resgate as cantigas de roda no processo de ensino-aprendizagem viabilizando uma aprendizagem eficaz e significativa aos alunos, já que promover a cultura é um dos desafios da UE diante da realidade social.

Assim, dentro do contexto da historicidade o projeto propõem um desenvolvimento do resgate da cultura de forma lúdica e criativa diante das necessidades de interagir entre o relacionamento entre aluno/professor tornando o convívio do dia a dia mais prazeroso e dinâmico.

A visão de um profissional docente tradicional, acadêmico e técnico é criticada em função de um novo paradigma educacional, em que o professor deve educar para a vida. Por isso, conclama-se a necessidade de uma redefinição da docência como profissão, indicando para um novo perfil do exercício do magistério, o qual deve envolver não só a competência técnica, mas também precisa se fundamentar em uma postura reflexivo-crítica, ensejando uma repercussão educativa e social de mudança.

Nessa perspectiva, o professor precisa se formar na mudança e para a mudança, desenvolvendo sua autonomia, assumindo compromissos coletivos com a escola e refletindo sobre situações práticas e reais. Uma nova formação docente exige também o aperfeiçoamento dessa profissão, o que implica na melhoria das condições de trabalho e na busca da mudança dentro do próprio contexto em que o professor atua. É imprescindível também que o professor tenha condições de desenvolver seu senso crítico a fim de não compactuar com a manipulação do conhecimento pedagógico como mecanismo que legitima as relações de poder de uma sociedade pluralista.

Nesse sentido, a construção de competências no processo de formação de professores precisa levar o docente a assumir o papel de intelectual transformador, comprometido com a construção de novos saberes que garantam a formação para a cidadania. Deve leva-lo também a se comprometer com uma nova organização do trabalho pedagógico do seu curso, e com a revisão das práticas em sala de aula, como partícipe de um projeto coletivo.

Quando se propõe formar um profissional cidadão, para que este possa conhecer e transformar a sua situação social e existencial, é preciso adotar o paradigma da construção de competências. Entretanto, é preciso ter claro que a competência no processo de ensino-aprendizagem por si só não é capaz de garantir a cidadania, porque esta depende da conjunção de múltiplos fatores. A compreensão dos limites e possibilidades dessa nova abordagem pedagógica é necessária para que ela não se transforme em palavra “mágica”, em “modismo”, em “novidade” imposta aos professores e alunos que passam a utilizá-la apenas em seu discurso mas com poucos resultados em sua prática pedagógica.

Além que aprender de forma significativa e interessante desperta nos alunos sede do saber e o torna um pesquisador crítico e consciente, onde aprende pesquisar e colocar seus pensamentos de forma crítica e responsável.

Assim, é preciso muito mais que desenvolver atividades diferenciadas, é fazer essa diferença, relacionar realidade e necessidade e buscar novas fontes para as devidas soluções, claro, sem desconsiderar o aspecto fantástico das cantigas e trabalhar a mágica da fantasia para uma formação sadia do conhecimento crítico-reflexivo de cada personalidade.

Fator fundamental no desenvolvimento das aptidões físicas e mentais da criança, os jogos infantis também contribuem para apurar a percepção do mundo exterior. Nas brincadeiras com jogos, ao estabelecer vínculos sociais com seus semelhantes à criança descobre sua personalidade, aprende a viver em sociedade e se prepara para as funções que assumirá na idade adulta.

Portanto, o maior desafio da escola é promover uma educação voltada para a formação de cidadãos conscientes e críticos e, é verdade que o contexto social e cultural é integrante da aprendizagem, que as práticas de relações sociais criadas na escola atuam na formação dos alunos, que se aprende melhor com base em situações reais do cotidiano etc., mas a priorização seja das relações sociais e culturais, seja do emocional e do imaginário, seja do currículo em processo, não só não atende ao conjunto dos objetivos escolares como também não se aplicam as todas as necessidades do ensino e da aprendizagem, por mais que cada um desses fatores, quando integrados num conjunto pedagógico-didático, seja da mais alta importância.








Listas de sites de filmes sobre diversidade e gênero




http://www.youtube.com/watch?v=yBcajWhOis8 – cultura afro-brasileira

http://www.youtube.com/watch?v=mjd94QChjgc&feature=related -Fantastico mostra pesquisa preconceito contra gays

http://www.youtube.com/watch?v=mjd94QChjgc&feature=related - Ana Maria - homossexualidade - Parte 1 - PRECONCEITO - Fantástico na Parada Gay 2008 25.05.2008 - Globo Repórter: Adoção por casais gays - Campanha contra a homofobia - Direito de ser Gay!!! - Até onde vai seu preconceito??? - Só Por Amar Diferente

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