30 de out de 2009

CRIATIVIDADE NA ESCOLA

CRIATIVIDADE NA ESCOLA

Trabalhar a criatividade na escola só não é importante como fundamental, no entanto ela é um dom, nato, não se aprende se estimula. Pois a criança criativa precisa exercitar sua mente desde pequeno para criar. Em termos de criatividade, Alencar (1993) é quem melhor coloca a questão: “Observa-se a existência de uma série de idéias errôneas a seu respeito, como, por exemplo, a idéia de que a criatividade é uma característica inata, não podendo, portanto, ser ensinada ou aprendida. O aluno mais criativo não é reconhecido na escola, nem tampouco tem recebido uma atenção maior por parte dos seus professores”[1].
A criatividade é usada o tempo todo, e serve para melhorar o entendimento de informações e melhorar a qualidade significativa da mesma. Dessa forma, trata-se de um privilégio humano ser criativo.
Alencar (, por sua vez, identifica duas dimensões que parecem permear a noção de criatividade:
“(...) pode-se notar que uma das principais dimensões presentes nas mais diversas definições de criatividade propostas até o momento diz respeito ao fato de que criatividade implica emergência de um produto novo, seja uma idéia ou invenção original, seja a reelaboração e aperfeiçoamento de produtos ou idéias já existentes. Também presente em muitas das definições propostas é o fator relevância, ou seja, não basta que a resposta seja nova; é também necessário que ela seja apropriada a uma dada situação.”[2]

Nota-se então, que na atual sociedade da tecnologia e evolução científica a necessidade de se desenvolver a criatividade dos alunos na escola, o processo de criar e recriar deve ser praticado. Segundo Alencar (1995, p. 99), a escola se mantém “refratária às mudanças e resistentes a propostas que impliquem o desenvolvimento de habilidades criativas dos alunos”[3].
Alencar (1995) ao estudar as definições da ação criadora, assinala que uma das principais dimensões em todas as abordagens verificadas, refere-se ao fato de que criar implica emergência de apresentar o novo, transformar idéia, ou reelaborar e aperfeiçoar produtos e idéias existentes, descobertas de relações. Outro ponto comum diz respeito ao fator relevância, significando que uma resposta não só deve ser nova como também apropriada a uma determinada situação, ou seja, uma forma adequada de solucionar problemas[4].
Dessa forma, a criatividade é um processo no qual se utiliza um conjunto de habilidades mentais, as chamadas inteligências múltiplas. Cada um tem a sua. A tarefa do educador é estimular a criatividade dos alunos de forma concreta e significativa.
É difícil de admitir, mas nossos alunos não têm criatividade, ou seja, não são estimulados. Como a criatividade é uma qualidade nata, precisa ser estimulada, aguçada e principalmente praticada.
“O conhecimento precisa da ação coordenada de todos os sentidos – caminhos externos – combinando o tato (o toque, a comunicação corporal), o movimento (os vários ritmos), o ver (os vários olhares) e o ouvir (os vários sons). Os sentidos agem complementarmente, como superposição de significantes, combinando e reforçando significados”[5].

Nesse sentido, portanto, a criatividade é nata, mas precisa ser praticada. Muitos de nós não conseguimos encontrar respostas criativas para pequenas situações corriqueiras do dia a dia. Será que fomos estimulados para exercer a criatividade? Qual é a função do educador?
Portanto, a função do educador estimular de forma concreta e significativa a criatividade principalmente na área ambiental que mais exige de cuidados e atenção, já que é o principal caos da humanidade.




[1] ALENCAR, Eunice M. L. S. Criatividade. Brasília: Edunb, 1993, p. 85.

[2] ALENCAR, Eunice M. L. Soriano de. Criatividade. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1993, p. 15.

[3] ALENCAR, E. M. L. S. Criatividade. 2 ed. Brasília: Editora Da Universidade de Brasília, 1995.

[4] ALENCAR, Eunice Desenvolvendo criatividade nas organizações: o desafio da inovação São Paulo: RAE -Revista de Administração de Empresas, v.35, n.6, p.6-11, nov/dez1995

[5] MORAN, José Manuel. Interferências dos meios de comunicação no nosso conhecimento. Revista Brasileira de Comunicação, São Paulo, v. XVII, n.2, Julho/Dezembro de 1994.

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