26 de ago de 2010

CONSIDERAÇÕES SOBRE A ARTE NA EDUCAÇÃO MODERNA


 
Na perspectiva educacional, é de conhecimento de todos que um profissional compromissado com a tarefa de educar precisa desenvolver competências não só para dar conta da construção do conhecimento como também para refletir e intervir na realidade em que atua de forma crítica e autônoma. A perspectiva técnica e racional precisa ceder espaço para uma formação mais complexa, que priorize o estudo de situações práticas e o desenvolvimento de conhecimentos ou estratégias favoráveis à mudança da instituição educativa bem como do surgimento de um novo conceito de profissionalização do professor. Isso significa pensar a escola como uma organização mais autônoma e reconhecer o professor como um profissional competente para tomar decisões e intervir na prática educativa, especialmente no processo de emancipação de pessoas.

Processo vital de desenvolvimento e formação da personalidade, a educação não se confunde coma mera adaptação do indivíduo ao meio. É atividade criadora e abrange o homem em todos, os seus aspectos. Começa na família, continua na escola e se prolonga por toda a existência humana.
Educação é o processo pelo qual uma pessoa ou grupos de pessoas adquirem conhecimentos gerais, científicos, artísticos, técnicos ou especializados, com o objetivo de desenvolver sua capacidade ou aptidões. Além de conhecimentos, a pessoa adquire também, pela educação, certos hábitos e atitudes. Pode ser recebida em estabelecimentos de ensino especialmente organizados para esse fim, como as escolas elementares, colégios, conservatórios musicais, universidades, ou através da experiência cotidiana, por intermédio dos contatos pessoais, leitura de jornais, revistas, livros, apreciação de pinturas, esculturas, filmes, peças musicais e de teatro, viagens e conferências.
O objetivo primordial da educação é dotar o homem de instrumentos culturais capazes de impulsionar as transformações materiais e espirituais exigidas pela dinâmica da sociedade. A educação aumenta o poder do homem sobre a natureza e ao mesmo tempo, busca conforma-lo aos objetivos de progresso e equilíbrio social da coletividade a que pertence.
Para o brasileiro Paulo Freire o objetivo da educação deveria ser a liberação do oprimido, que lhe daria meios de transformar a realidade social em sua volta mediante a “conscientização” (conhecimento crítico do mundo). Seu trabalho, pode ser visto não apenas como um método de alfabetização, mas como um processo de conscientização, por levar em conta a natureza política da educação assim, como no Teatro do Oprimido de Boal.
Desde o início da história da humanidade, a arte tem se mostrado uma práxis presente em todas as manifestações culturais. A aprendizagem e o ensino da arte sempre existiram e se transformaram, ao longo da história, de acordo com as normas e valores estabelecidos, em diferentes ambientes culturais. Não faz parte das intenções deste documento ter a pretensão de discorrer sobre todas as transformações ocorridas. Entretanto, aconselha-se ao leitor um aprofundamento em relação à história do ensino de arte.
É momento de se ultrapassar as dicotomias instaladas e se priorizar figura do professor, do aluno e institucionalizar a elaboração curricular e a fecundação da aula como instrumentos de pesquisas, estímulos à construção do conhecimento científico. Não deve o professor servir apenas para mostrar teorias por ele mecanizadas ao longo de sua formação universitária e não deve o aluno se calar e ser passional na instrução mercenária. Tanto um como outro devem ter consistência aberta e flexiva para a produção científica, para mudança e possíveis interferências na construção de um conhecimento que, sobretudo, expresse a (re)elaboração da ciência.

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